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"... O amor é a religião que vai transformar o mundo... o querer bem... o querer o bem do outro..." - Padre Fábio de Melo

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terça-feira, 8 de junho de 2010

A CARIDADE


Sede bons e caridosos, eis a chave dos céus que tendes em vossas mãos; toda a felicidade eterna está encerrada nessa máxima: amai-vos uns aos outros. A alma não pode se elevar às regiões espirituais senão pelo devotamento ao próximo; não encontra felicidade e consolação senão no impulso da caridade; sede bons, sustentai vossos irmãos, deixai de lado essa horrível chaga do egoísmo; esse dever cumprido deve vos abrir o caminho da felicidade eterna. De resto, dentre vós, quem não sentiu seu coração pulsar, sua alegria interior dilatar pela ação de uma obra caridosa? Não deveríeis pensar senão nessa espécie de volúpia, que uma boa ação proporciona, e permaneceríeis, sempre, no caminho do progresso espiritual. Os exemplos não faltam; não há senão a boa vontade, que é rara. Vede a multidão de homens de bem, dos quais vossa historia vos evoca a piedosa lembrança. Eu vo-los citaria aos milhares aqueles cuja moral não tinha por objetivo senão melhorar vosso globo. O Cristo não vos disse tudo o que concerne a essas virtudes de caridade e de amor? Por que deixar de lado esses divinos ensinamentos? Por que fechar os ouvidos às suas divinas palavras; o coração a todas essas doces máximas? Gostaria que as leituras evangélicas fossem feitas com mais interesse pessoal; abandona-se esse livro, dele se faz uma palavra oca. Uma carta fechada; deixa-se esse código admirável no esquecimento: vossos males não provêm senão do abandono voluntário em que deixais esse resumo das leis divinas. Lede, pois, essas páginas ardentes do devotamento de Jesus, e meditai-as. Estou envergonhado comigo mesmo, de ousar vos prometer um trabalho sobre a caridade, quando penso que nesse livro encontrareis todos os ensinamentos que devem vos conduzir, pela mão, às regiões celestes.

Homens fortes, cingi-vos; homens fracos, fazei vós armas de vossa doçura, de vossa fé; tende mais persuasão, mais constância na propagação de vossa nova doutrina; não é senão um encorajamento que viemos vos dar; senão para estimular vosso zelo e vossas virtudes que Deus nos permite nos manifestar a vós; mas, querendo, não se teria necessidade senão da ajuda de Deus e de sua própria vontade: as manifestações espíritas não são feitas senão para os de olhos fechados e os corações indóceis. Há, entre vós, homens que têm a cumprir missões de amor e de caridade; escutai-os, elevai sua voz; fazei resplandecer seus méritos, e vos exaltareis a vós mesmos pelo desinteresse e pela fé viva com a qual vos penetrarão.

As advertências detalhadas seriam muito longas para dar, sobre a necessidade de alargar o círculo da caridade, e dela fazer participar todos os infelizes, cujas misérias são ignoradas, todas as dores que devem ser procuradas, em seus redutos para consolá-los em nome desta virtude divina: a caridade. Vejo com felicidade quantos homens eminentes e poderosos ajudam esse progresso que deve ligar, entre elas, todas as classes humanas: os felizes e os infelizes. Os infelizes, coisa estranha! se dão todos a mão e sustentam suas misérias, uns pelos outros. Por que os felizes são mais retardatários para escutarem a voz dos infelizes? Por que é preciso que seja mão possante e terrestre que dê o impulso às missões caridosas? Por que não se responde com mais ardor a esses chamados? Por que deixar as misérias mancharem, como por prazer, o quadro da Humanidade?

A caridade é a virtude fundamental, que deve sustentar todo o edifício das virtudes terrestres; sem ela, as outras não existem: sem caridade, não há fé nem esperança; porque, sem a caridade, não há esperança em uma sorte melhor, nenhum interesse moral que nos guie. Sem a caridade, não há fé, porque a fé não é senão um raio puro que faz brilhar uma alma caridosa; é a sua conseqüência decisiva.

Quando deixar o coração se abrir ao pedido do primeiro infeliz que vos estende a mão; quando lhe der, sem perguntar se sua miséria não é fingida, ou se o mal num vício lhe é causa; quando deixar toda justiça nas mãos divinas; quando deixar o castigo das misérias mentirosas ao Criador; enfim, quando fizer a caridade tão-só pela felicidade que ela proporciona, e sem procurar a sua utilidade, então, sereis os filhos que Deus amará e que ele chamará para si.

A caridade é a âncora eterna da salvação em todos os globos: é a mais pura emanação do próprio Criador; é sua a própria virtude, que ele dá à criatura. Como desejaríeis desconhecer essa suprema bondade? Qual seria, com esse pensamento, o coração bastante perverso para pisotear e enxotar esse sentimento todo divino? Qual seria o filho bastante mau para se revoltar contra essa doce carícia: a caridade?

Não ouso falar daquilo que fiz, porque os Espíritos também têm o pudor das suas obras; mas creio que a obra que comecei, é uma daquelas que devem mais contribuir para o alívio de vossos semelhantes. Vejo, freqüentemente, Espíritos pedirem, por missão, para continuarem a minha obra; eu as vejo, minhas doces e caras irmãs, em seu piedoso e divino ministério; vejo-as praticar as virtudes, que vos recomendo, com toda a alegria que proporciona essa existência de devotamento e de sacrifício; é uma grande felicidade, para mim, ver quanto o seu caráter é honroso, quanto sua missão é amada e docemente protegida Homens de bem, de boa e forte vontade, uni-vos para continuar, grandemente, a obra de propagação de caridade; encontrareis a recompensa dessa virtude pelo seu próprio exercício; não há alegria espiritual que ela não dê desde a vida presente. Sede unidos; amai-vos uns aos outros, segundo os preceitos do Cristo. Assim seja.

Agradecemos a São Vicente de Paulo pela bela e boa comunicação que consentiu nos dar. - Gostaria que fosse proveitosa a todos.

Poderíeis nos permitir algumas perguntas complementares, a respeito do que acabais de nos dizer? - Eu o desejo muito; meu objetivo é vos esclarecer; perguntai o que quiserdes.

1. A caridade pode entender-se de dois modos: a esmola propriamente dita, e o amor aos semelhantes. Quando nos dissestes que é preciso deixar seu coração abrir ao pedido do infeliz que nos estende a mão, sem perguntar se sua miséria não é fingida, não quisestes falar da caridade do ponto de vista da esmola? - R. Sim, unicamente nesse parágrafo.

2. Dissestes que é preciso deixar à justiça de Deus a apreciação da miséria fingida; parece-nos, entretanto, que dar sem discernimento às pessoas que não têm necessidade, ou que poderiam ganhar sua vida por um trabalho honroso, é encorajar o vício e a preguiça. Se os preguiçosos encontrassem, muito facilmente, a bolsa dos outros aberta, eles se multiplicariam ao infinito, em prejuízo dos verdadeiros infelizes. - R. Podeis discernir aqueles que podem trabalhar, e então a caridade vos obriga tudo fazer para lhes proporcionar trabalho; mas há, também, pobres mentirosos que sabem simular o jeito das misérias que não têm; é para estes que é preciso deixar a Deus toda a justiça.

3. Aquele que não pode dar senão cinco francos, e deve escolher entre dois infelizes que lhe pedem, não tem razão em perguntar, quem tem, realmente, maior necessidade, ou deve dar sem exame ao primeiro que chega? - R. Deve dar àquele que pareça ser o mais sofredor.

4. Não se pode considerar, também, como fazendo parte da caridade, a maneira de praticá-la? - R. É, sobretudo, na maneira pela qual se presta o serviço, que a caridade é verdadeiramente meritória; a bondade é, sempre, o indício de uma alma bela.

5. Que gênero de mérito concedeis àqueles que chamam benfeitores ásperos? - R. Não fazem o bem senão pela metade. Recebem seus benefícios, mas eles não comovem.

6. Jesus disse: "Que vossa mão direita não saiba o que dá a vossa mão esquerda." Aqueles que dão por ostentação têm alguma espécie de mérito? - R. Não têm senão o mérito do orgulho, pelo qual serão punidos.

7. A caridade cristã, em sua mais larga acepção, não compreende também a doçura, a benevolência e a indulgência pelas fraquezas alheias? - R. Imitai Jesus; Ele vos disse tudo isso; escutai-o mais do que nunca.

8. A caridade é bem intencionada quando feita exclusivamente entre as pessoas de uma mesma seita, ou de um mesmo partido? - Não; é sobretudo esse Espírito de seita e de partido que é preciso abolir, porque todos os homens são irmãos. É sobre essa questão que concentramos nossos esforços.

9. Suponho um indivíduo que vê dois homens em perigo; deles não pode salvar senão um, mas um é seu amigo e o outro seu inimigo; a quem deve salvar? - Deve salvar seu amigo, porque esse amigo podia reclamar daquele que crê amá-lo; quanto ao outro, Deus se encarregará dele.

Revista Espírita, agosto de 1858

Pelo Espírito de São Vicente de Paulo.

Sociedade de estudos espíritas, sessão de 8 de junho de 1858.

sábado, 5 de junho de 2010

CONQUISTANDO A PAZ



Existem tribulações e tribulações.

Para extinguir aquelas que conturbam a vida, comecemos a cooperar na construção da paz onde estivermos.

Necessitamos, porém, conhecer as farpas que entretecem as inquietações que nos predispõem ao desequilíbrio e ao sofrimento.

Vejamos algumas:

a queixa contra alguém;

a reclamação agressiva;

o palavrão desatado pela cólera

a resposta infeliz;

a frase de sarcasmo;

o conceito depreciativo;

o apontamento malicioso;

o gesto de azedume;

a crítica destrutiva;

o grito de desespero;

o pensamento de ódio;

a lamentação do ressentimento;

a atitude violenta;

o riso escarninho;

a fala da irritação;

o cochicho do boato;

o minuto de impaciência;

o parecer injusto;

a pancada verbal da condenação.

Cada espinho invisível a que nos reportamos é comparável à chispa capaz de atear o incêndio da discórdia.

E ganhar a discórdia não aproveita a pessoa alguma.

Tanto quanto possível, aceitemos as tribulações que a vida nos reserve e saibamos usar o amor e a tolerância, a paciência e o espírito de serviço para que estejamos realmente conquistando os valores e bênçãos da paz.

Não esperes que o próximo te solicite cooperação. Colabora voluntariamente, na certeza de que estarás realizando valiosas sementeiras de trabalho e de amor, na construção do futuro melhor.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Paciência. Ditado pelo Espírito Emmanuel. CEU. 1983.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O VALOR DA ORAÇÃO PARA A VIDA


Existe uma saída importante para o rio da vida nos levar ao mar, ao estuário da paz.

Todas as vezes que queremos sair do nosso burgo e tomar a grande estrada, percorremos caminhos. Quando queremos sair do riacho, chegar ao rio e encontrar o oceano, existem meios.

No nosso caso de vida interior, de vida espiritual, sempre que queiramos sair um pouco de nós mesmos e ir ao encontro da Divindade, desse estuário de paz, de amor, de ventura, nós o faremos através da oração.

É tão importante, é tão significativo, é tão indispensável orar, como é importante e significativa a alimentação de cada dia, o comer diário. Afinal de contas, o que significa oração? O que quer dizer orar?

Orar é um verbo diretamente saído do latim. Orare. E orare, significa falar. Todas as vezes que falamos, oramos.

Não é à toa que os pregadores, os conferencistas são chamados de oradores. E porque eles oram, não estão fazendo preces obrigatoriamente, estão falando.

E, por que é que nós chamamos a prece de oração?

Porque nesse caso, nós estaremos falando com o nosso Criador. Orar significará para nós, falar com Deus.

E é tão importante falar com Deus. Mas, Deus não está em toda parte? Não está em nossa intimidade e na intimidade das coisas? Por que há necessidade de nos posicionarmos, para falar com Deus?

Em verdade, Deus está em toda parte; Ele é onipresente. Deus sabe de todas as coisas. Ele é onisciente. Nada obstante, somos nós que temos necessidade de começar a buscar o contato com Deus.

Nós é que temos necessidade de nos aprimorar para esse grande encontro no estuário da vida. Somos nós que, quando oramos, aprendemos, pouquinho a pouquinho, a nos acercar do nosso Criador, a nos apresentar a Ele, a identificar a nossa necessidade, identificar a nossa carência, a nossa mazela.

Por causa disto, nós aprendemos a orar. É tão importante orar. Jesus Cristo quando esteve entre nós no mundo, nos deu lições importantíssimas a respeito da oração. Disse-nos Ele em dado momento:

Quando orardes, não façais como os hipócritas, que oram nos cantos das praças, no meio das ruas, para que sejam vistos pela multidão. Esses, já obtiveram com isso seu galardão.

Então, Jesus Cristo nos está chamando a atenção para que não tenhamos no ato de orar, o exibicionismo dos hipócritas. Eles querem gritar nas praças, nos cantos das ruas, mas não é porque desejam falar com Deus, eles querem receber os elogios, pelo modo como oraram, como falaram, como discursaram.

Quando Jesus Cristo propõe que não façamos como os hipócritas, é porque a oração tem sentido quando as coisas se passam em nossa intimidade.

A oração que verte pelos nossos lábios, precisa vir das nossas entranhas. Por mais simples que seja, por mais sensível que seja, vem do nosso íntimo.

Então Jesus nos disse assim:

Quando orardes, entrai para o vosso aposento e orai em secreto, uma vez que o Pai que vê tudo que se passa em secreto, vos atenderá.

Minha gente, como é importante saber isso com Jesus. Como é importante ter essa consciência cristã de que as coisas verdadeiras são aquelas que se passam em nossa intimidade.

Quando Cristo nos pede para procurar o nosso aposento íntimo, não é o aposento físico, não é a nossa sala, o nosso quarto de dormir obrigatoriamente, é o nosso mundo íntimo.

Quando lemos o Evangelho de Lucas, no capítulo VI, Jesus nos diz que as coisas boas que o homem fala provém do bom tesouro do seu coração, como as coisas ruins advêm do mau tesouro do seu coração. Esse coração intimidade.

Então, quando nos propõe orar em secreto, orar no íntimo, entrar para o nosso aposento, Ele está nos dizendo da importância das ações íntimas, das ações da nossa interioridade.

* * *

A oração nos traz uma outra reflexão. Como é que nós deveremos orar? Se é um gesto da nossa intimidade, será que as posições exteriores nos ajudam a orar? Possivelmente não.

Não vale a pena pensar que, para que oremos, tenhamos que estar de pé, assentados, de joelhos, deitados. As posições exteriores não interferem na grandeza da nossa conversa com Deus.

Se tivéssemos por obrigação que orar de joelhos, como poderia orar de joelhos alguém que estivesse acamado, operado, com uma enfermidade deformante e que não pudesse se ajoelhar?

Tudo que não pode ser aplicado em todas as circunstâncias, não pode ser uma verdade Divina. A verdade Divina se aplica em qualquer circunstância.

Por causa disso, vale a pena nós pensarmos que, para a oração, não precisamos de gestos exteriores. Poderemos até fazê-los, mas isso não vai pesar no conteúdo da nossa oração.

Para falarmos com Deus, não haverá nenhuma necessidade de roupas especiais. Eu tenho que estar de rosa, de verde, de branco, de azul, de preto. Nada disso importa. Os panos que usamos por fora, não resolvem a questão da sintonia de dentro.

Para que nós oremos, nós precisamos apagar a luz, acender a luz, colocar fundo musical, tirar o fundo musical? Nada disso interfere.

Embora, nada disso atrapalhe. Se o indivíduo se sente melhor orando com o fundo musical, que ele o ponha. Se se sente melhor orando com luz acesa ou com luz apagada, nenhum problema.

O que tem que ser importante, para quem ora, é a sua postura interior, é a sua atitude interior.

Diz-se que arar é orar. Arar é o símbolo do trabalho no campo. Então, a questão é que trabalhar é orar.

Imaginemos como ora um médico cuidando do seu paciente, à cabeceira do seu enfermo, lidando com ele na tentativa de salvar-lhe a vida, de devolver-lhe a saúde. A integração com os poderes Superiores da vida é uma oração.

Imaginemos a oração daquele homem lavrador, que põe a semente na terra para que germine. Germinada, possa atender à mesa e dar o pão às pessoas. Com que unção aquele homem coloca as suas sementes na terra. É a oração.

Oração também é aquele esforço da professora. Da professora primária, aquela que toma a criança nos seus primeiros anos, para abrir-lhe a mente e retirá-la da escuridão, dar-lhe claridade ao raciocínio, apresentando-lhe o mundo, a vida, as coisas.

Para que alguém se submeta a esse esforço de tirar água da pedra, tem que ser alguém que ore. O trabalho de uma professora é um ato de oração, é um gesto oracional.

Nós encontraremos no trabalho das mães, ao educar seus filhos, dos pais, a orientar sua prole, o gesto oracional.

Como nós sabemos que toda ocupação útil é trabalho, todas essas coisas maravilhosas, que se realizam em nome do bem, em benefício das criaturas, da Humanidade, será um trabalho.

Alguém que leia um bom livro, alguém que faça um alimento, que prepare um prato, alguém que passe um café, que varra uma casa, que cure um doente, que defenda um necessitado, que advogue a causa dos simples, alguém que planta, que colhe, que vende. Todos esses trabalhos, feitos honestamente, representam oração.

Nosso relacionamento com Deus, a nossa possibilidade de sair desse recanto de nossa existência, e ganharmos o mar aberto do amor Divino, pode ser conseguido através de coisas simples: uma pausa, um silêncio íntimo, e a nossa emissão para Deus.

Como os nossos pensamentos são de origem eletromagnética, naturalmente que o nosso pensamento será elevado ao mais alto que tenhamos conseguido impulsioná-lo.


E é por causa disso que verificamos a importância e a beleza de orar. Abrir com essa chave os arquivos Divinos, abrir com essa chave os arcanos de Deus e com ela, comungar com Deus, saídos do nosso subúrbio de necessidades, para a grande metrópole do amor de Deus.

Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 135, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná. Programa gravado em janeiro de 2008. Exibido no dia 23.11.2008.

domingo, 30 de maio de 2010

REFLEXÃO


PENSE positivamente!
Nossos pensamentos emitem ondas reais que se irradiam de nosso cérebro, formando uma atmosfera mental que é peculiar a cada pessoa.
De acordo com o tipo de vibração do pensamento, atrairemos a nós todas as ondas semelhantes.
Se você pensar negativamente, atrairá todos os pensamentos negativos, piorando seu estado.
Pense positivamente, para atrair apenas pensamentos positivos de paz e prosperidade.

Minutos de Sabedoria - C. Torres Pastorino

sábado, 29 de maio de 2010

O CRISTO E SUA DOUTRINA



Princípios essenciais transmitidos por Jesus à Humanidade

Os princípios essenciais transmitidos por Jesus à Humanidade estão claramente expostos nos Evangelhos, escritos e reescritos por dois de seus discípulos diretos (Mateus e João) e por outros dois, que colheram o que expuseram dos apóstolos diretos e da Mãe Santíssima (Lucas e Marcos).

Além dessas quatro obras essenciais, aprovadas desde os primeiros séculos do Cristianismo pela Igreja primitiva, vários outros Evangelhos foram escritos por diversos autores, entretanto, não tiveram a aceitação e a aprovação da generalidade dos cristãos.

Jesus não deixou qualquer escrito sobre os seus ensinos, transmitidos oralmente aos seus discípulos e ao povo em geral. Mas os Evangelhos enunciam, com toda clareza, os princípios básicos de sua Doutrina, transmitidos aos que procuraram segui-lo, desde os dias de sua presença entre os homens, até a época atual.

Eis o que se entende claramente de suas lições, reafirmadas posteriormente pelo Consolador que Ele pediu ao Pai fosse enviado aos homens, o qual já se acha presente junto à Humanidade, desde os meados do século XIX:

a) a paternidade universal de Deus, o Criador de tudo o que existe;

b) todas as conseqüências morais daí resultantes, inclusive a improcedência do politeísmo, até então dominante no mundo ocidental;

c) a eternidade da vida, que permite a cada Espírito a busca da perfeição (“o Reino de Deus”);

d) toda a Religião e toda a Filosofia resumidas numa só palavra: amor.

É do Mestre o ensino profundo, mas de tal simplicidade, que qualquer pessoa o guarda para sempre: “Amar a Deus sobre todas as coisas: e amar o próximo como a si mesmo”. (Mateus, 22:37-39.)

No Evangelho de Mateus (5:44- -48),1 encontramos os seguintes ensinamentos do Mestre sobre o amor ao próximo, que se apresenta tão difícil para a imensa maioria dos habitantes deste mundo de expiações e provas:

Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam; para serdes filhos de vosso Pai que está nos céus, o qual faz erguer-se o seu sol sobre bons e maus, e faz chover sobre justos e injustos. Porque, se não amais senão os que vos amam, que recompensa deveis ter por isso?

É o exemplo do amor que nos dá o próprio Criador, com sua tolerância e compreensão para com todas as suas criaturas, por mais rebeldes que sejam perante suas leis justas e eternas, que têm, em si, os próprios meios para a correção de todos os erros cometidos contra elas.

Em outro ensino popular a uma multidão de ouvintes, Jesus subiu a um monte, acompanhado por seus discípulos, e aí proferiu o célebre e incomparável Sermão da Montanha. Nele estão expressos, em traços inesquecíveis, os ensinos do Mestre sobre as virtudes humildes, próprias dos Espíritos retos e inclinados ao bem:

Bem-aventurados os pobres de espírito (isto é, os Espíritos simples e retos), porque deles é o Reino dos Céus. – Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. – Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. – Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. – Bem-aventurados os limpos de coração, porque esses verão a Deus. (Mateus, 5:1 a 12, Lucas, 6:20 a 25.)2

Percebe-se claramente, na pregação do Mestre, sua preocupação com a simplicidade e pureza do culto e dos sentimentos dirigidos diretamente a Deus.

Deus é Espírito e em espírito e verdade é que deve ser amado, cultuado e adorado, sem o culto exterior comum a quase todas as religiões. E no que se refere aos nossos semelhantes, as palavras de Jesus são concisas e precisas: “Amai o vosso próximo como a vós mesmos”.(Mateus, 22:39.)

O amor é o sentimento que devemos cultivar por todas as criaturas, independentemente de serem elas boas ou más, ricas ou pobres. A medida para esse amor que devemos estender à generalidade dos nossos semelhantes é aquele sentimento especial que cultivamos em nós mesmos, uma vez que fomos criados por Deus.

Alguns argumentam que não podem amar a quem não conhecem e a quem jamais conhecerão, dentre os bilhões de criaturas que vivem neste mundo e nas múltiplas Esferas Espirituais.

Torna-se necessário esclarecer que o amor ao nosso próximo é um princípio abrangente, uma lei divina aplicável em qualquer tempo, e assim, mesmo que desconheçamos hoje a imensa maioria de nossos semelhantes, o amanhã nos proporcionará novos relacionamentos e conhecimentos com criaturas das mais diferentes condições.

Como a vida é eterna, o princípio é válido para a atualidade, para o passado e para o futuro, em todas as circunstâncias que ela proporciona a cada individualidade.

A doutrina evangélica, resultante dos ensinos e dos exemplos de Jesus, registrados pelos diversos evangelistas, permaneceu através dos séculos como expressão inconfundível do espiritualismo, tão necessário à sustentação do Bem contra os males do mundo atrasado em que vivemos. A grandeza do Cristianismo e o seu poder moral resultam diretamente dos Evangelhos, da sua fidelidade aos ensinos de Jesus e dos esclarecimentos posteriores do Consolador, o Espiritismo, prometido e enviado pelo Mestre incomparável.

Essa doutrina, que os Evangelhos registram, contém uma parte secreta que vai mais longe que o assinalado na letra.

As parábolas e as ficções utilizadas por Jesus ocultavam concepções e realidades profundas que Ele preferiu deixar para revelações futuras, tendo em vista a dificuldade de entendimento de seus ouvintes e contemporâneos.

A ligação íntima entre os dois mundos – o dos encarnados e o dos desencarnados –, é uma das realidades, com a solidariedade e a comunicação possível entre os homens e os Espíritos, que o Mestre deixou para ser discutida em outra época.

A lei da reencarnação, referida em diversas passagens evangélicas e também no Velho Testamento, foi claramente mencionada na conversa com Nicodemos, quando Jesus afirma: “Em verdade te digo que, se alguém não renascer de novo, não poderá ver o Reino de Deus. [...]” (João, 3:3-8.)3

Ao que Nicodemos revidou, por não entender a possibilidade de uma nova vida em um novo corpo. Jesus não entrou em detalhes elucidativos, por compreender a dificuldade de atendimento do interlocutor.

Aliás, a incompreensão de há dois mil anos continua na atualidade, já que as próprias religiões ditas cristãs, com milhões de adeptos, negam a divina lei das vidas sucessivas, reafirmada pelos Espíritos superiores, à frente o Espírito de Verdade, trazendo a Terceira Revelação, o Espiritismo, que elucida essa e inúmeras outras questões de caráter religioso e científico, proporcionando à Humanidade uma melhor compreensão da verdade e da vida.

O grande erro das religiões predominantes no mundo resulta de uma falsa interpretação das leis universais, levando a maioria dos homens à acanhada ideia que fazem da Natureza e das formas da vida.

Exemplos desses erros milenares, que subsistem apesar das revelações trazidas pela Espiritualidade superior:

1. A criação da alma no momento do nascimento do ser humano com vida, conforme os ensinos das igrejas cristãs e de outras religiões tradicionais;

2. a existência do inferno eterno para os que praticam o mal, numa evidente negação do amor e da bondade de Deus. Poderíamos citar diversos outros ensinos religiosos contraditórios, mas bastam esses dois para demonstrar a necessidade da atualização das religiões quanto à verdade e à vida.

O Cristianismo primitivo – a Doutrina que Jesus trouxe à Humanidade – está exposto nos Evangelhos de seus discípulos. Mas foi o próprio Cristo que prometeu pedir ao Pai o envio de outro Consolador, para reafirmar os seus ensinos e trazer aos homens o conhecimento de coisas novas.

Já estando no mundo o Consolador, cabe aos homens reconhecê-lo e estudá-lo, pois nele estão o meio e a forma de seguir o Mestre e retificar os transvios e as más interpretações praticados no decurso de dois mil anos.

Juvanir Borges de Souza

Revista Reformador (FEB) - Ano 127 • Nº 2.169 • Dezembro 2009

PERANTE O SEXO


Nunca escarneça do sexo, porque o sexo é manancial de criação divina, que não pode se responsabilizar pelos abusos daqueles que o deslustram.

Psicologicamente, cada pessoa conserva, em matéria de sexo, problemática diferente.

Em qualquer área do sexo, reflita antes de se comprometer, de vez que a palavra empenhada gera vínculos no espírito.

Não tente padronizar as necessidades afetivas dos outros por suas necessidades afetivas, porquanto o amor seja luz uniforme e sublime em todos, o entendimento e posição do amor se graduam de mil modos na senda evolutiva.

Use a consciência, sempre que se decidir ao emprego de suas faculdades genésicas, imunizando-se contra os males da culpa.

Em toda comunicação afetiva, recorde a regra áurea: "não faça a outrem o que não deseja que outrem lhe faça".

O trabalho digno que lhe assegure a própria subsistência é sólida garantia contra a prostituição.

Não arme ciladas para ninguém, notadamente nos caminhos do afeto, porque você se precipitará dentro delas.

Não queira a sua felicidade ao preço do alheio infortúnio, porque todo desequilíbrio da afeição desvairada será corrigida, à custa da afeição torturada, através da reencarnação.

Se alguém errou na experiência sexual, consulte o próprio íntimo e verifique se você não teria incorrido no mesmo erro se tivesse oportunidade.

Não julgue os supostos desajustamentos ou as falhas reconhecidas do sexo e sim respeite as manifestações sexuais do próximo, tanto quanto você pede respeito para aquelas que lhe caracterizam a existência, considerando que a comunhão sexual é sempre assunto íntimo entre duas pessoas, e, vendo duas pessoas unidas, você nunca pode afirmar com certeza o que fazem; e, se a denúncia quanto à vida sexual de alguém é formulada por parceiro ou parceira desse alguém, é possível que o denunciante seja mais culpado quanto aos erros havidos, de vez que, para saber tanto acerca da pessoa apontada ao escárnio público, terá compartilhado das mesmas experiências.

Em todos os desafios e problemas do sexo, cultive a misericórdia para com os outros, recordando que, nos domínios do apoio pela compreensão, se hoje é seu dia de dar, é possível que amanhã seja o seu dia de receber.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Sinal Verde. Ditado pelo Espírito André Luiz. 49 edição. Uberaba-MG: CEC. 2001.

domingo, 16 de maio de 2010

A GRANDE TRANSIÇÃO



Opera-se, na Terra neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo.

O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral.

Isto porque, os espíritos que o habitam, ainda caminhando em faixas de inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que o impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade.

Os espíritos renitentes na perversidade, nos desmandos, na sensualidade e vileza, estão sendo recambiados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as consequencias dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predipondo-se ao retorno planetário, quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor.

Por outro lado, aqueles que permaneceram nas regiões inferiores estão sendo trazidos à reencarnação, de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e de aprendizado, modificando os hábitos infelizes a que se têm submetido, podendo avançar sob a governança de Deus.

Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre as raças atrasadas, tendo o ensejo de ser úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia.

Concomitantemente, espíritos nobres que conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade, então fiel aos desíginios divinos.

Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras Esferas estarão revestindo-se da indumentária carnal para tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições dignificantes que estimulem ao avanço e à felicidade.

Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta, como resultado da lei de destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos, que já se vivem.

Os combates apresentam-se individuais e coletivos, ameaçando de destruição a vida com hecatombes inimagináveis.

A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os no abismos da violência e da sensatez, ampliando o campo do desespero que se alarga em todas as direções.

Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de amor e de caridade...

A turbolência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade.

... Mas esses ocorrências são apenas o começo da grande tranformação.

A fatalidade da existência humana e a conquista do amor que proporciona plenitude

Há, em toda a parte, uma destinação inevitável, que expressa a ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica atuante.

A rebeldia que predomina no comportamento humano elegeu a violência como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega de maneira espontânea, gerando lamentáveis consequências, que se avolumam em desaires continuos.

É inevitável a colheita da sementeira por aqueles que a fez, tornando-se rico de grãos abençoados ou de espículos venenosos.

Como as leis da vida não podem ser derrogadas, todo objeção que lhes faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar.

Da mesma forma, como o progresso é inevitável, o que não seja conquistado através do dever, selo-á pelos impositivos estruturais de que o mesmo se constitui.

A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto.

Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos. Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.

Na mente está a chave para que seja operada a grande mudança. Quando se tem domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e a atos dignos.

O indivíduo, que se renova moralmente, contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta.

Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os espíritos que operam em favor da grande transição.

Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convição em torno dos objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos.

O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai quantos se encontram distantes da sua ação, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde.

São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem notícia e não as manifestações aberrantes e afligentes que parecem arrastar as multidões. Como escasseiam os exemplos de júbilo, multiplicam-se os de desespero, logo ultrapassados pelos programas de sensibilização emocional para a plenitude.

A grande transição prossegue, e porque se faz necessária, a única alternativa é examinar-lhe a maneira de como se apresenta e cooperar para que as sombras que se adensam no mundo sejam diminuidas pelo Sol da imortalidade.

Nenhum receio deve ser cultivado, porque, mesmo que ocorra a morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra dimensão.

A vida sempre responde conforme as indagações morais que lhe são dirigidas.

As aguardadas mudanças que se vêm operando trazem uma ainda não valorizada contribuição, que é a erradicação do sofrimento das paisagens espirituais da Terra. Enquanto viceje o mal, no mundo, o ser humano torna-se-lhe vítima preferida, em face do egoísmo em que se estorcega, apenas por eleição espiritual.

A dor momentânea que o fere, convida-o por outro lado, à observância das necessidades de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano da paz.

Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia.

Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de ternura, de abnegação e de irrestrita confiança em Deus.

(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, do Espírito Joanna de Ângelis, no dia 30 de Julho de 2006, no Rio de Janeiro, RJ. Publicada na revista Presença Espírita, setembro/outubro 2006, Nº 256, páginas 28 e 29)

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