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"... O amor é a religião que vai transformar o mundo... o querer bem... o querer o bem do outro..." - Padre Fábio de Melo

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sábado, 19 de fevereiro de 2011

FALANDO DE FÉ


“Se tiveres fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar...” – Jesus (Mateus, 17:20)

Crê firmemente, crê em Deus Pai, crê na vida que tens, crê em ti mesmo...

Para aquele que tem fé, nenhuma dificuldade é obstáculo que não se possa transpor, nenhuma dor é sofrimento que não se consiga suportar.

No teu caminhar terreno, filho meu, prossegue lutando com todas as forças que possas trazer em ti, aceitando com resignação e coragem toda taça de amarguras que a vida te obrigue a sorver.

Aprenderás com as lutas a ser mais forte interiormente e, com os sofrimentos, crescerás em humildade e paciência.

A vida se constitui de trabalho constante, de problemas a superar, de dores a suportar, mas também de alegrias e esperanças a renovar a nossa vontade de crescer.

Se “a fé remove montanhas”, como ensinou Jesus, e se a cultivares dentro de ti, conseguirás vencer as montanhas das dificuldades a transpor, sem te entregares ao desânimo ou ao desespero, quando as coisas se fizerem mais difíceis em teu viver.

Lembra-te, porém, de que as montanhas mais difíceis a superar, são justamente aquelas que trazemos dentro de nós: as nossas fraquezas e imperfeições.

Com fé vencerás o egoísmo que ainda possa te aprisionar aos teus próprios interesses, o orgulho que te leve a falsas condições de superioridade perante os teus irmãos.

Com fé superarás todo receio de te mostrares renovado interiormente e diferente daqueles que persistem nos caminhos ilusórios da vida.

Com fé não te envergonharás perante aqueles que te julgarem um fraco, por já saberes perdoar, ao invés de revidar as agressões sofridas.

Com fé terás a consciência tranqüila por reconhecer que estás a seguir as pegadas do Mestre Jesus, na certeza de estar caminhando ao encontro da sua divina luz, pelas obras de caridade que souberes realizar.

Irmã Maria do Rosário – Médium: Lucia Cominatto

Fonte: http://www.espiritismogi.com.br/index.htm

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O TER E O SER



"...Causa-me dolorosa impressão a vossa incessante preocupação com os bens materiais, enquanto dedicais tão pouca importância e consagrais tão reduzido tempo ao aperfeiçoamento moral...” – E.S.E. Cap. 16 ( item 12 )

No teu caminhar terreno esfalfa-te por acrescentar sempre algo mais às tuas aquisições materiais. Preocupas-te em demasia com o “ter”, desculpando-te por pensar nos dias de amanhã, para que nada te venha a faltar, nem aos teus.

Reconheces assim, que a vida exige de ti muito trabalho e, com isso sentes-te cansado e esgotado em tuas energias.

Ao invés de buscares com tânta ansia o “ter”, lembra-te também das aquisições espirituais que haverão de aformosear o teu “ser”, procurando a tua melhoria interior, libertando-te sobretudo do egoísmo que te leva a pensar somente nas tuas necessidades primordiais, sem te preocupares com as mínimas necessidades alheias.

Antes de “ter”, aprimora o teu “ser”. Sê bom, sê caridoso, distribuindo um pouco daquilo que hoje possas “ter”. Divide o pão que te serve à mesa, reparte com os nus a roupa esquecida no armário, dedica as tuas horas de descanso a levar um pouco de alegria para aqueles que vivem na solidão, ampara também os que sofrem, e ameniza a dor dos enfermos através de uma palavra de reconforto, de esperança e de fé.

Lembra-te sempre de que, tudo aquilo que possas acreditar como “ter”, na realidade são apenas empréstimos de Deus que te permite provisoriamente deles usufruir e fazer bom uso em favor do teu próximo.

Assim, filho meu, na tua jornada terrena perceberás que o “ter” já não te provocará tantas preocupações e não te despertará tantas ambições!

Esforça-te, porém, por “ser” um fiel servidor do Cristo, ao colocares em prática alguns dos seus ensinamentos, amando, perdoando e abençoando sempre, mesmo aqueles que se coloquem em teus caminhos, impedindo-te de mais poderes “ter”.

Irmã Maria do Rosário – médium: Lucia Cominatto

Fonte: http://www.espiritismogi.com.br/index.htm

domingo, 6 de fevereiro de 2011

DEUS EM NÓS


Deus em Nós


“Deus é Amor: aquele que permanece no amor permanece em Deus

e Deus permanece nele.” ( I João, 4:16 )

Geralmente, julgamos que entre nós e Deus há uma incomensurável distância. Contudo, se olharmos para dentro de nós mesmos e lembrarmos que temos uma alma, uma centelha divina emanada do Criador, compreenderemos que todos somos ou temos um pouquinho de Deus em nós. As potencialidades do Criador estão inseridas em nossa alma, mas em estado embrionário, cabendo a nós desenvolvê-las.

Quando nos esforçarmos pela conquista do amor puro que devemos cultivar, essa centelha divina passará a brilhar e a emanar de dentro de nós, como essência divina para envolver e perfumar aqueles que à nossa volta possam estar.

Por isso disse Jesus aos seus Apóstolos: “Vós sois deuses e não o sabeis.” Porém, nem todos se apercebem dessa realidade e, ao transitarem na vida por caminhos tortuosos do desregramento moral, acabam por ofuscar o brilho dessa centelha luminosa que trazemos nas entranhas do nosso ser.

Cultiva pois, filho querido, muito amor dentro de ti, para que possas sentir a presença de Deus em tua própria vida, em teus pensamentos e sentimentos, em tudo o que venhas a fazer ou dizer.

À medida em que perceberes Deus em ti, reconhecerás a necessidade de amar a todos sem distinção, com aquele amor que sabe respeitar as diferenças entre as criaturas, sem se importar como sejam ou deixem de ser.

Ama, enfim, com aquela pureza de sentimentos que somente o verdadeiro amor pode proporcionar, para que consigas transformar em atos de caridade, todas as ações que vieres a praticar.

Na convivência diária com os irmãos de caminhada, seja dentro ou fora do lar, é o momento de pores em prática o verdadeiro amor.

Se souberes sentir que Deus está presente em ti, como está em todos nós, saberás perdoar e entender, amparar e abençoar, transformando o teu viver numa sinfonia de amor, em que as notas sublimes executadas por teus bons atos, revelem toda a beleza que a tua alma possa ter conquistado para a glória do teu ser, numa plena integração com Deus, teu e nosso Criador.

Irmã Maria do Rosário – médium: Lucia Cominatto

Fonte: http://www.espiritismogi.com.br/index.htm

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

OS BENS TERRENOS E OS BENS ESPIRITUAIS


"Paz e graça a todos. Que a as luzes do entendimento vos envolva. A mensagem de hoje fala acerca do apego aos bens terrenos. As casas religiosas estão cheias dos que, sob o pretexto de dar a Deus, procuram a fortuna, o enriquecimento fácil. Algumas, numa atitude indigna, usam o nome de Deus como propaganda de sua banca de apostas, denominação justa que se pode dar a esses mercadores vis.

No entanto, Jesus há dois mil anos já deixou entre vós a mensagem de que Seu Reino não é deste mundo. O reino do qual Ele fala tem como moeda a bondade, o amor, a benevolência, a fraternidade e todas as virtudes que dignificam o Espírito. Neste Reino o que vale é o sentimento sincero do amor ao próximo, na prática verdadeira da caridade, única e absoluta via de salvação. Não penseis, porém, que é a caridade que vos envaidece quando vos encheis de orgulho na divulgação do bem que fazeis. Não penseis que praticais a caridade quando, por desencargo de consciência, depositais nas mãos dos miseráveis algumas moedas, que muitas vezes é simplesmente lançada ao chão.

Observai bem vossas vidas. Em vosso desmesurado egoísmo achais muito pouco o que possuís, pois vossas almas sedentas do supérfluo não se contentam apenas com o necessário. Vossas vidas são cheias de benefícios, vossos problemas são migalhas frente ao sofrimento desses a quem lançais vossas moedas, pois freqüentemente deitam suas cabeças nas duras calçadas das vias públicas e mesmo quando possuem um leito para deitar em suas choupanas, são desprovidos das boas condições com que ora vos aquinhoa a vida.

Caríssimos! Cuideis para que não vos percais em vossos constantes desejos de possuir o que julgais muito necessário. Com freqüência o que buscais como essencial para vossa felicidade, configura-se em verdadeira desgraça mais à frente. Isto porque tendes uma idéia bastante distorcida do que é a vida e tudo o que envolve o processo de edificação do Espírito.

Os bens materiais são uma grande ferramenta de evolução se souberdes aproveitar a oportunidade. Tendo o conhecimento da verdadeira vida, certamente compreendereis que a verdadeira propriedade, porém, é aquela que se consegue aprimorando o Espírito. Deixai de lado vosso egoísmo e orgulho e analisai se não podeis fazer mais, bem mais do que fazeis. Minimizar o sofrimento no mundo através de boas obras é dever de todos. Não vos esqueçais de que sois irmãos, filhos do mesmo Pai e que da forma mesma como agirdes na vida, ela agirá convosco, fazendo valer as suas leis que são justas e imutáveis. Fazei o bem e não esperais reconhecimento.

Eis tudo.

Deus vos abençoe os gestos de sincera comiseração e beneficência".

João

Espírito: João

Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec - São Luís - MA - Data: 05.09.00

TRANSFORMAÇÃO ÍNTIMA



Tendências viciosas como impulsos para a virtude procedem, sim, do Espírito, agente determinante do comportamento humano.

Não podendo a organização celular definir estados psicológicos e emocionais, estes obedecem às impressões espirituais de que se encharcam, exteriorizando-se como fatores propelentes para uma ou outra atitude.

Destituída de espontaneidade, exceto dos fenômenos que lhe são inerentes, graças aos automatismos atávicos, a matéria orgânica é resultado das aquisições eternas do Espírito que dela se veste para as experiências da evolução.

A hereditariedade vigente nos mapas dos genes e dos cromossomos encarrega-se de transmitir inúmeros caracteres morfológicos, fisiológicos, sem exercer preponderância fundamental nos arcabouços psicológicos e morais, que pertencem ao ser espiritual, modelador das necessidades inerentes ao progresso e fomentador dos recursos que se lhe fazem indispensáveis a esse processo de crescimento a que se destina.

Descartar-se o valor dos implementos espirituais nos fenômenos comportamentais do homem, é uma tentativa de reduzi-lo a um amontoado de tecidos frágeis que o acaso organiza e desmantela ao próprio talante.

A vida pessoal escreve nas experiências de cada ser as diretrizes para as suas conquistas futuras.

Vícios e delitos ignóbeis, virtudes sacrificiais e abnegação, pertencem à alma que os externa nos momentos hábeis conforme o seu estágio evolutivo.

Vicente de Paulo e Francisco de Sales, fascinados pelo amor aos infelizes, liberaram as altas forças que lhes jaziam inatas, a serviço da caridade e da dedicação sem limite.

Ana Nery e Eunice Weaver, sensibilizadas pelo sofrimento humano, esqueceram-se de si mesmas e dedicaram-se, a primeira, aos combatentes feridos, e a segunda, à salvação dos filhos sadios dos hansenianos.

Eichmann e inúmeros carrascos nazistas acariciavam, comovidos, os filhinhos, após enviarem, cada dia, milhares de outras crianças e adultos aos fornos crematórios em inúmeros lugares dos países subjugados.

Tamerlão incendiava as cidades conquistadas, após degolar os sobreviventes, para depois dormir tranqüilo ao lado daqueles a quem amava.

Homens e mulheres virtuosos, sempre revelaram o alto grau de amor que lhes jazia em latência, da mesma forma que sicários e criminosos sanguissedentos deixaram transparecer a crueldade assassina desde os primeiros anos de infância...

As exceções demonstram o poder da vontade, que é manifestação do Espírito, quando acionada, propelindo para uma ou para outra atitude.

O hábito vicioso arraigado remanesce, impondo de uma para outra reencarnação suas características, assim impelindo o homem para manter a sua continuidade.

Da mesma forma, os salutares esforços no bem e na virtude ressumam dos refolhos da alma, e conduzem vitoriosos aos labores de edificação.

Toda ação atual, portanto, tem as suas matrizes em outras que as precedem, impressas nos arquivos profundos do ser.

Estás, na Terra, com a finalidade de abrir sepulturas para os vícios e dar asas às virtudes.

Substituindo o mau pelo bom hábito, o equivocado pelo correto labor, corrigirás a inclinação moral negativa, criando condicionamentos sadios que se apresentarão como virtudes a felicitar-te a vida.

Teus vícios de hoje, transforma-os, no teu mundo íntimo, em virtudes para amanhã ao teu alcance desde agora.

Libera-te pois, com esforço e valor moral, do mau gênio que permanece dominador, das paixões perturbadoras que te inquietam, e renova-te para o bem, pelo bem que flui do Eterno Bem.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Vigilância. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

SEMEADURA



"Mas, tendo sido semeado, cresce." - Jesus (Marcos, 4:32)

É razoável que todos os homens procurem compreender a substância dos atos que praticam nas atividades diárias.

Ainda que estejam obedecendo a certos regulamentos do mundo, que os compelem a determinadas atitudes, é imprescindível examinar a qualidade de sua contribuição pessoal no mecanismo das circunstâncias, porquanto é da lei de Deus que toda semeadura se desenvolva.

O bem semeia a vida, o mal semeia a morte.

O primeiro é o movimento evolutivo na escala ascensional para a Divindade, o segundo é a estagnação.

Muitos Espíritos, de corpo em corpo, permanecem na Terra com as mesmas recapitulações durante milênios.

A semeadura prejudicial condicionou-os à chamada "morte no pecado".

Atravessam os dias, resgatando débitos escabrosos e caindo de novo pela renovação da sementeira indesejável.

A existência deles constitui largo círculo vicioso, porque o mal os enraiza ao solo ardente e árido das paixões ingratas.

Somente o bem pode conferir o galardão da liberdade suprema, representando a chave única suscetível de abrir as portas sagradas do Infinito à alma ansiosa.

Haja, pois, suficiente cuidado em nós, cada dia, porquanto o bem ou o mal, tendo sido semeados, crescerão junto de nós, de conformidade com as leis que regem a vida.

Emmanuel

Fonte: http://www.comunidadeespirita.com.br/citacoesbiblicas/CAMINHO%20VER...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

CONHECIMENTO DE SI MESMO


Conhecimento de Si Mesmo

Autor: Allan Kardec


Questão 919 de O Livro dos Espíritos:

Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?

"Um sábio da antigüidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo."

a) - Conhecemos toda a sabedoria desta máxima, porém a dificuldade está precisamente em cada um conhecer-se a si mesmo. Qual o meio de consegui-lo?

"Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo de guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai ainda mais: "Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada pode ser ocultado?"

"Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o vosso próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa consciência, ou a indicação de um mal que precise ser curado.

"O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual. Mas, direis, como há de alguém julgar-se a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor-próprio para atenuar as faltas e torná-las desculpáveis? O avarento se considera apenas econômico e previdente; o orgulhosos julga que em si só há dignidade. Isto é muito real, mas tendes um meio de verificação que não pode iludir-vos. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais noutrem, não na poderia ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça. Procurai também saber o que dela pensam os vossos semelhantes e não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquanto esses nenhum interesse têm. em mascarar a verdade e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo. Perscrute, conseguintemente, a sua consciência aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas; dê balanço no seu dia moral para, a exemplo do comerciante, avaliar suas perdas e seus lucros e eu vos asseguro que a conta destes será mais avultada que a daquelas. Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida.

"Formulai, pois, de vós para convosco, questões nítidas e precisas e não temais multiplicá-las. Justo é que se gastem alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna. Não trabalhais todos os dias com o fito de juntar haveres que vos garantam repouso na velhice? Não constitui esse repouso o objeto de todos os vossos desejos, o fim que vos faz suportar fadigas e privações temporárias? Pois bem! Que é esse descanso de alguns dias, turbado sempre pelas enfermidades do corpo, em comparação com o que espera o homem de bem? Não valerá este outro a pena de alguns esforços? Sei haver muitos que dizem ser positivo o presente e incerto o futuro. Ora, esta exatamente a idéia que estamos encarregados de eliminar do vosso íntimo, visto desejarmos fazer que compreendais esse futuro, de modo a não restar nenhuma dúvida em vossa alma. Por isso foi que primeiro chamamos a vossa atenção por meio de fenômenos capazes de ferir-vos os sentidos e que agora vos damos instruções, que cada um de vós se acha encarregado de espalhar. Com este objetivo é que ditamos O Livro dos Espíritos." SANTO AGOSTINHO.

Muitas faltas que cometemos nos passam despercebidas. Se, efetivamente, seguindo o conselho de Santo Agostinho, interrogássemos mais amiúde a nossa consciência, veríamos quantas vezes falimos sem que o suspeitemos, unicamente por não perscrutarmos a natureza e o móvel dos nossos atos. A forma interrogativa tem alguma coisa de mais preciso do que qualquer máxima, que muitas vezes deixamos de aplicar a nós mesmos. Aquela exige respostas categóricas, por um sim ou não, que não abrem lugar para qualquer alternativa e que são outros tantos argumentos pessoais. E, pela soma que derem as respostas, poderemos computar a soma de bem ou de mal que existe em nós.

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