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"... O amor é a religião que vai transformar o mundo... o querer bem... o querer o bem do outro..." - Padre Fábio de Melo

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

ORAÇÃO


A oração é divino movimento do espelho de nossa alma no rumo da Esfera Superior, para refletir-lhe a grandeza.
Reportamo-nos aqui ao apelo vivo do espírito às Potências Celestes, quer vestido na fórmula verbal, quer absolutamente sem ela, na silenciosa mensagem da vibração.
Imaginemos a face de um espelho voltada para o Sol, desviando-lhe o fulgor na direção do abismo.
Esta, na essência, é a função da prece, buscando o Amor Divino para concentrar-lhe a claridade sobre os vales da ignorância e do sofrimento, da miséria e do ódio, que ainda se estendem no mundo.
Graduada, desde o mais simples desejo, a exteriorizar-se dos mais ínfimos seres, até a exaltação divina dos anjos, nada se faz na Terra sem o impulso da aspiração que orienta o passo de todas as criaturas...
No corpo ciclópico do Planeta, a oração é o movimento que o mantém na tela cósmica; no oceano, é o fenômeno da maré, pelo qual as águas aspiram ao grande equilíbrio. Na planta, é a chamada fototaxia ou anseio com que o vegetal se levanta para a luz, incorporando-lhe os princípios; no animal, é o instinto de curiosidade e indagação que lhe alicerçam as primeiras conquistas da inteligência, tanto quanto, no homem comum, é a concentração natural, antes de qualquer edificação no caminho humano.
O professor planeando o ensinamento e o médico a ensimesmar-se no estudo para sanar determinada moléstia, o administrador programando a execução desse ou daquele serviço, e o engenheiro engolfado na confecção de uma planta para certa obra, estão usando os processos da oração, refletindo na própria mente os propósitos da educação e da ciência de curar, da legislação e do progresso, que fluem do plano invisível, à feição de imagens abstratas, antes de se revelarem substancialmente ao mundo.
Orar é identificar-se com a maior fonte de poder de todo o Universo, absorvendo-lhe as reservas e retratando as leis da renovação permanente que governam os fundamentos da vida.
A prece impulsiona as recônditas energias do coração, libertando-as com as imagens de nosso desejo, por intermédio da força viva e plasticizante do pensamento, imagens essas que, ascendendo às Esferas Superiores, tocam as inteligências visíveis ou invisíveis que nos rodeiam, pelas quais comumente recebemos as respostas do Plano Divino, porquanto o Pai Todo-Bondoso se manifesta igualmente pelos filhos que se fazem bons.
A vontade que ora, tange o coração que sente, produzindo reflexos iluminativos através dos quais o espírito recolhe em silêncio, sob a forma de inspiração e socorro íntimo, o influxo dos Mensageiros Divinos que lhe presidem o território evolutivo, a lhe renovarem a emoção e a idéia, com que se lhe aperfeiçoa a existência.
Dispomos na oração do mais alto sistema de intercâmbio entre a Terra e o Céu.
Pelo divino circuito da prece, a criatura pede o amparo do Criador e o Criador responde à criatura pelo princípio inelutável da reflexão espiritual, estendendo-lhe os Braços Eternos, a fim de que ela se erga dos vales da vida fragmentária para os cimos da Vida Vitoriosa. 
Livro: Pensamento e Vida - Pelo Espírito Emmanuel
Psicografado por Francisco Cândido Xavier 
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

COOPERAÇÃO COM DEUS


Tema 
Cooperação individual na execução do plano de serviço de Providência Divina

Quantas vezes terás dito que amas a Deus e te dispões a servi-lo? e quantas outras tantas terás afirmado a tua fé na Providência Divina?

Provavelmente, porém, não te puseste ainda a raciocinar que os teus votos foram acolhidos e que o Todo-Misericordioso, por intermédio de vasta corrente hierárquica de assessores, te enviou tarefas de cooperação com a Sua Infinita Bondade, junto de causas, organizações, situações e pessoas, que lhe requisitam assistência e intervenção.

Exposto, assim, o problema do teu setor de ação individual, será justo considerar que esforço e dedicação constituem ingredientes inevitáveis no encargo que te foi confiado, a fim de que obtenhas o êxito que denominamos por “dever cumprido perante Deus”.

*

Mãe ou pai, se recolhesses da vida tão-somente os filhos robustos e virtuosos, que indícios de amor oferecerias a Deus, quando Deus te pede o coração mais profundamente voltado para os filhos menos felizes, com bastante abnegação para jamais abandoná-los, ainda mesmo quando o mundo os considere indesculpáveis ou desprezíveis?

Professor ou mentor, se reunisses contigo apenas os discípulos inteligentes e nobres, quem estaria com Deus no auxílio aos rebeldes ou retardados?

Dirigente ou supervisor, nos diversos ramos da atividade humana, se fosses chamado para guiar os interesses da comunidade exclusivamente nos dias de céu azul, para entoar louvores à harmonia ou presidir a distribuição de luzes e bênçãos, quem cooperaria com o Supremo Senhor, nas horas de tempestade, quando as nuvens da incompreensão e os raios da calúnia varam a atmosfera das instituições, exigindo a presença dos que cultivem brandura e compreensão, a fim de que a Divina Misericórdia encontre instrumentos capazes de ajudá-la a restaurar os elementos convulsos?

Obreiro do bem ou condutor da fé, se obtivesses da Terra apenas demonstrações de apreço e palmas de triunfo, quem colaboraria com Deus, nos dias de perturbação, de maneira a limitar a incursão das trevas ou a apagar o fogo do ódio, entre as vítimas da ilusão ou da vaidade, nos lugares em que o Pai Supremo necessite de corações suficientemente corajosos e humildes para sustentarem o bem com esquecimento de todo mal?

*

Onde estiveres e sejas com quem sejas, no grau de responsabilidade e serviço em que te situas, agradece aos Céus as alegrias do equilíbrio, as afeições, os dias róseos do trabalho tranqüilo e as visões dos caminhos pavimentados de beleza e marginados de flores que te premiam a fé em Deus; quando, porém, os espinhos da provação de firam a alma ou quando as circunstâncias adversas se conjuguem contra as boas obras a que vinculas, como se atormenta do mal intentasse efetuar o naufrágio do bem, recorda que terás chegado ao instante do devotamento supremo e da lealdade maior, porque, se confias em Deus, Deus igualmente confia em ti.

Emmanuel

Livro Encontro Marcado - Francisco Cândido Xavier

Fonte: http://www.panoramaespirita.com.br/

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domingo, 30 de setembro de 2012

ENCONTRANDO A SI MESMO




O mundo é muito belo para quem tem olhos de ver, e pode ser uma prisão, para os aprisionados de si mesmos; a beleza se encontra por dentro, com a felicidade.

A humanidade já está na fronteira do Espírito.

Ás vezes alguém fala que o Cristo veio ao mundo em época errada porque os homens ainda não estavam preparados para tal desempenho no reino da moral.

Respondemos que não há erro nos planos da espiritualidade maior; ele aparece no cenário da Terra na hora certa, trazendo a mensagem do amor para os homens, porém, ela fica latente no coração, como que em descanso, aguardando a maturidade dos sentimentos.

O trabalho da espiritualidade é demorado; tem um certo compasso, mas não pára; é progressivo no seu crescimento. O homem inteligente no mundo se entrega aos vôos da sabedoria, buscando em todos os níveis do saber o de melhor para a sua vida, batendo em todas as portas para encontrar a felicidade, e por vezes aliviando em muito as suas inquietações.

Mas o tempo mostra para onde ele deve ir, onde ele deve buscar a paz, onde se encontra a felicidade verdadeira, que não está longe, brilhando na sua intimidade.

As guerras fratricidas, os acordos mentirosos, os assaltos às terras alheias nos mostram onde se encontra o homem; ele ainda não encontrou a si mesmo, porque busca fora o que está dentro: o verdadeiro tesouro para sua libertação, que são os talentos espirituais, é que dorme silenciosamente nos seu mundo interno, esperando que o seu interesse o acorde para despejar luzes em toda a sua vida. Por falta de exemplos não é que ele desencontra de si mesmo; é por falta de maturidade espiritual, de cujo trabalho o tempo se encarrega.

Estamos no fim dos tempos das trevas que, para quem já aprendeu a lição, pode ser chamado de mal. Agora, com o advento do Espiritismo, os jardins estão florindo no centro da vida de cada ser, e o perfume ascendente rumo a todos os sentidos, para o conhecimento da verdade, de modo que a alma se liberte das cadeias da ignorância.

O homem nasceu simples e ignorante, mas, não permaneceu nesses estágios; avançou para frente em busca de outros valores. Jesus é, pois, o marco para a humanidade; o Evangelho é escrito em muitas dimensões e serve para todos, mesmo para os Espíritos que já deixaram a carne e trabalham no mundo espiritual. Ele é o Mestre por excelência de todos nós e, portanto, damos graças a Deus.

A tolerância que os benfeitores espirituais têm com todos nós é por terem passado pelos mesmos caminhos, e que por vezes terão de voltar a Terra, para outros processos de despertamento espiritual. Compete a nós outros fazer a nossa parte, nos esforçando todos os dias para melhorar, esquecer o ódio e viver no amor, esquecer a ingratidão e viver a caridade, esquecer a violência e viver na compreensão, esquecer a intolerância e viver o perdão, esquecer a guerra e viver a paz, esquecer a maledicência e viver a benevolência...

Quando o homem descobrir o caminho interno da salvação, a harmonia se instalará no mundo inteiro, como sendo o paraíso que estava perdido e foi encontrado. Quando ele esquecer a tristeza e viver na alegria cristã, a vida lhe sorrirá dando-lhe a paz, aquela paz que o mundo não pode dar.

Meditemos no que temos feito da vida, que encontraremos muita coisa que deve ser mudada; não que sejamos maus, mas às vezes ainda ignoramos o valor do bem, cuja fonte está dentro do nosso coração a pedir o toque das nossas generosas mãos. Somos filhos de Deus, mas existe algo para nós fazermos; a nossa felicidade, de certa maneira, depende de nossos esforços nas lutas.

Descubramos a nossa paz, pois ela existe pertinho; avancemos, trabalhemos e oremos a Deus, pedindo a Ele que nos ajude a descobrir em nós o manancial de luzes que se encontra ao nosso alcance, faltando pouco para nos inundar de paz, de alegria, de felicidade e de amor. Ninguém faz mal para o nosso caminho, ninguém persegue, ninguém tira o que é nosso. O que não nos permite o avanço é uma força divina que se chama Justiça, que é o mesmo Deus. Não esmoreçamos na nossa busca, mesmo que demoremos a encontrar a nós mesmos; prossigamos, buscando, que foi Jesus quem disse: "Buscai e achareis".

Se não sabemos por onde começar, comecemos pensando no que devemos buscar, que todas as realizações têm início nas idéias, para depois se materializarem nas ondas da persistência. O que se passa em problemas é uma preparação para que se tenha maturidade.

A natureza nos experimenta por muitos meios. Disse o apóstolo Pedro "Granjeai amigos", e é fazendo amigos pelo bem que fazemos com que os nossos infortúnios diminuam, nos ajudando a carregar a nossa cruz e aliviando o nosso fardo.

Ninguém pode viver sozinho; Deus criou um laço de fraternidade que liga todas as criaturas e todas as coisas em um só ninho da própria Divindade. Ajudemos a nós mesmos, descobrindo nossos valores, e não nos esqueçamos que o Senhor não abandona a ninguém. E ainda mais, colocou Jesus para ser o nosso guia,sendo que o Seu amor foi tanto para a humanidade que chegou a descer e vestir a roupagem humana, apesar da Sua característica divina.

Para conhecermos Deus, somente trilhando pelos caminhos internos; para sentirmos Jesus, somente pelas vias do coração. O céu se encontra na nossa intimidade e o comando da vida gera por dentro a nossa felicidade.

De “Convites aos corações”, de João Nunes Maia, pelo espírito Scheilla

***

Reflexão:

O caminho é interior. Se trata de abrir o coração, não para que entre o AMOR, mas sim para que saia, porque somente quando damos podemos receber, e sempre recebemos o que damos.

O Amor reside em todos os corações humanos!
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