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"... O amor é a religião que vai transformar o mundo... o querer bem... o querer o bem do outro..." - Padre Fábio de Melo

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sábado, 17 de outubro de 2009

O DESPERTAR DE UMA NOVA CONSCIÊNCIA



O tempo, ou seja, o passado e o futuro, é aquilo de que o falso eu fabricado pela mente, o ego vive. E o tempo está na nossa mente. Ele não é algo que tenha uma existência objetiva "ali fora". É uma estrutura mental necessária para a percepção sensorial, indispensável pelos propósitos práticos, mas também é sensorial, indispensável pelos propósitos práticos, mas também é o maior obstáculo ao autoconhecimento. O tempo é a dimensão horizontal da vida, a camada superficial da realidade. E há ainda a dimensão vertical da profundidade, à qual só temos acesso através do portal do momento presente. Assim, em vez de nos concedermos tempo, devemos removê-lo. Retirar o tempo da nossa consciência é eliminar o ego. É a única prática espiritual verdadeira.

Quando falo da eliminação do tempo, não estou, é claro, me referindo ao tempo do relógio, que é usado com propósitos práticos, como marcar um encontro ou planejar uma viagem. Seria quase impossível atuar nesse mundo sem esse tempo convencional. O que estou propondo é a eliminação do tempo psicológico, que é a preocupação interminável da mente egóica com o passado e com o futuro e sua resistência a entrar no estado de unicidade com a vida e viver alinhada com a inevitável condição do momento presente de ser o que é.

Sempre que um NÃO habitual à vida se transforma num SIM, toda vez que permitimos que esse momento SEJA COMO É, dissolvemos tanto o tempo quanto o ego. Para que o ego sobreviva, ele deve tornar o tempo - o passado e o futuro - mais importante que o Agora, a não ser por um breve instante logo após obter o que deseja. Contudo, nada consegue satisfazê-lo por muito tempo. Assim que ele se converte na nossa vida, existem duas maneiras de sermos felizes. Não alcançando o que desejamos é uma. Alcançando o que desejamos é outra.

O Agora assume a forma de qualquer coisa ou acontecimento. Enquanto resistimos a isso internamente, a forma, isto é, o mundo é uma barreira impenetrável que nos separa de quem somos além da forma, que nos afasta da Vida única, sem forma que nós somos. Quando dizemos um SIM interior para a forma que o Agora adquire, ela própria se torna uma passagem para o que não tem forma. A separação entre o mundo e Deus se dissolve.

Quando reagimos à forma que a Vida assume no momento presente, tratando o Agora como um meio, um obstáculo ou um inimigo, fortalecendo nossa própria identidade formal o ego. Disso resulta a atitude reativa do ego. Ele se vicia em reagir. Quanto maior nossa disposição para manifestar uma reação, mais vinculados nos tornamos à forma. Quanto maior a identificação com ela, mais forte é o ego. Nosso Ser então deixa de brilhar através da forma - ou só faz isso vagamente.

Por meio da não-resistência à forma, aquilo em nós que se encontra além da forma emerge como uma presença de total abrangência, um poder silencioso muito maior do que a identidade de curta duração que temos a forma - a pessoa. Ele é mais profundamente quem nós somos do que qualquer outra coisa no mundo da forma.

Quanto mais limitada, quanto mais estreitamente egóica é a visão que temos de nós mesmos, mais nos concentramos nas limitações egóicas - na inconsciência - dos outros e reagimos a elas. Os "erros" das pessoas ou o que percebemos como suas falhas se tornam para nós a identidade delas. Isso significa que vemos apenas o ego dos outros e, assim, fortalecemos o ego em nós. Em vez de olharmos "através" do ego deles, olhamos "para"" o ego. E quem está fazendo isso. O ego em nós.

As pessoas muito inconscientes sentem o próprio ego por meio do seu reflexo nos outros. Quando compreendemos que aquilo a que regimos nos outros também está em nós (e algumas vezes apenas em nós), Começamos a nos tornar conscientes do nosso próprio ego. Nesse estágio, podemos também compreender que estamos fazendo às pessoas o que pensávamos que elas estavam fazendo a nós. Paramos de nos ver como vítima.

Nós não somos o ego. Portanto, quando nos tornamos conscientes do ego em nós, isso não significa que sabemos quem somos - isso quer dizer que sabemos quem NÃO SOMOS. Mas é por meio do conhecimento de quem não somos que o maior obstáculo ao verdadeiro conhecimento de nós é removido.

Alguém que na infância tenha sido negligenciado ou abandonado por um dos pais ou por ambos desenvolverá, provavelmente, um corpo de dor que será estimulado por qualquer situação que lembre, até mesmo de forma remota, o sofrimento primordial do abandono. Tanto um amigo que se atrase cinco minutos para pegar a pessoa no aeroporto quanto um cônjuge que chega tarde em casa podem deflagrar um ataque violento do seu corpo de dor. Se seu parceiro ou cônjuge o deixa ou morre, a dor emocional que esse indivíduo sente vai muito além da que é natural em circunstâncias como essas. Pode ser uma angústia intensa, uma depressão duradoura e incapacidade ou uma raiva obsessiva.

Uma mulher que tenha sido violentada pelo próprio pai na infância talvez perceba que seu corpo de dor se torna facilmente ativo em qualquer relacionamento íntimo com um homem. Por outro lado, a emoção que constitui seu corpo de dor seja semelhante ao do seu pai. O corpo de dor dessa mulher pode ter uma atração magnética por alguém que ele sinta que lhe dará mais do mesmo sofrimento. E, algumas vezes, ela pode confundir essa dor com a sensação de estar apaixonada.

Um homem que foi uma criança indesejada e não recebeu amor nem o mínimo de cuidado e de atenção da mãe desenvolve um corpo de dor marcado por uma profunda ambivalência - por um lado, apresenta um intenso e insatisfeito desejo pelo amor e pela atenção da mãe e, por outro, um forte rancor em relação a ela por ter lhe negado aquilo de que ele precisava desesperadamente. No caso do seu corpo de dor - uma forma de sofrimento emocional. Ele a manifesta por meio de uma compulsão a "conquistar e seduzir" quase toda mulher que vem a conhecer e, dessa maneira, pretende obter o amor feminino pelo qual seu corpo de dor anseia. Esse homem se transforma quase num especialista em sedução. No entanto, assim que um relacionamento se torna íntimo ou seus avanços são rejeitados, a raiva do seu corpo de dor em relação à mãe vem à tona e sabota a relação.

Fonte: Exerto do Livro - O despertar de uma nova consciência - Eckhart Tolle - Editora Sextante

A ORAÇÃO DO HORTO



Pai santo, eis que é chegada a minha hora! Acolhe-me em teu amor, eleva o teu filho, para que ele possa elevar-te, entre os homens, no sacrifício supremo. Glorifiquei-te na Terra, testemunhei Tua Magnanimidade e sabedoria e consumo agora a obra que me confiaste. Neste instante, pois, meu Pai, ampara-me com a luz que me deste, muito antes que este mundo existisse!...

Manifestei o teu nome aos amigos que me deste; eram teus e tu mos confiaste, para que recebessem a tua palavra de sabedoria e de amor. Todos eles sabem agora que tudo quanto lhes dei provém de ti! Neste instante supremo, Pai, não rogo pelo mundo, que é obra tua e cuja perfeição se verificará algum dia, porque está nos teus desígnios insondáveis; mas peço-te particularmente por eles, pelos que me confiaste, tendo em vista o esforço a que os obrigará o Evangelho, que ficará no mundo sobre os seus ombros generosos. Eu já não sou da Terra; mas rogo-te que os meus discípulos amados sejam unidos uns aos outros, como eu sou um contigo! Dei-lhes a tua palavra para o trabalho santo da redenção das criaturas; que, pois, eles compreendam que, nessa tarefa grandiosa, o maior testemunho é o nosso próprio sacrifício pela tua causa, compreendendo que estão neste mundo, sem pertencerem às suas ilusórias convenções, por pertencerem só a ti, de cujo amor viemos todos para regressar à tua magnanimidade e sabedoria, quando houvermos edificado o bom trabalho e vencido, na luta proveitosa. Que os meus discípulos, Pai, não façam da minha presença pessoal o motivo de sua alegria imediata; que me sintam sinceramente em suas aspirações, a fim de experimentarem o meu júbilo completo em si mesmos. Junto deles, outros trabalhadores do Evangelho despertarão para a tua verdade. O futuro está cheio desses operários dignos de salário celeste. Será, de algum modo, a posteridade do Evangelho do Reino que se perpetuará na Terra, para glorificar a tua revelação! Protege-os a todos, Pai! Que todos recebam a tua bênção, abrindo seus corações às claridades renovadoras! Pai justo, o mundo ainda não te conheceu; eu porém, te conheci e lhes fiz conhecer o teu nome e a tua bondade infinita, para que o amor com que me tens amado esteja neles e eu neles esteja!

Oração feita por Jesus no Horto
Humberto de Campos – Irmão X
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: Boa Nova

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO



Toda a moral de Jesus se resume na caridade e humildade, ou seja, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos os seus ensinamentos, ele mostra estas virtudes como sendo o caminho para a felicidade eterna. Bem-aventurados, diz ele, os pobres de espírito, ou seja, os humildes, porque deles será o reino dos céus; bem-aventurados os puros de coração; bem-aventurados os mansos; bem-aventurados os misericordiosos; amai o próximo como a vós mesmos; fazei aos outros aquilo que gostaríeis que vos fizessem a vós; amai os vossos inimigos; perdoai as ofensas, se quereis ser perdoados; fazei o bem sem ostentação; julgai-vos a vós antes de julgardes os outros. Humildade e caridade, eis o que ele não pára de recomendar e de que ele próprio dá o exemplo; orgulho e egoísmo, eis o que ele não cessa de combater. Porém, faz mais que recomendar a caridade, coloca-a nitidamente e em termos explícitos como condição absoluta para a felicidade futura.

Fonte: Evangelho Segundo o Espiritismo

sábado, 10 de outubro de 2009

O SEGREDO PARA A PAZ NO MUNDO






Revelando o Segredo para a Paz no Mundo
Publicado em 15 de agosto de 2009


A Paz no Mundo é possível!

O único meio para que a Paz no mundo esteja presente na Humanidade é que a Humanidade esteja presente ao manancial da Paz que está presente em vocês e no Mundo.

A Paz está aqui! Não, realmente ela não está. Ela está esperando que vocês a encontrem. A Paz é paciente e segura. Ela sabe que algum dia vocês ouvirão o seu chamado e quando o fizerem a sua vida mudará para sempre.

É um tempo surpreendente em que estamos vivendo agora. Eu me lembro do sentimento incrível que eu tive quando eu me comprometi com os Guardiões da Paz de Toronto e de todo o mundo e marchei pela Paz. Foi maravilhoso! Tanto amor, alegria, e naturalmente, Paz!

E ver e saber que esta era realmente a primeira vez que o mundo poderia ver que as pessoas de cada nação ansiavam e desejavam a paz. Que eles queriam que todos nós soubéssemos que a paz era possível se a escolhermos. Não importava a cor, o credo, ou o país, todos nós marchamos pela Paz.

É isto o que John e Yoko tentaram dizer, que a Paz era possível se a escolhermos.

Assim, para ajudar a revelar a Paz que está presente neste momento e em vocês, eu compartilho uma Oração pela Paz.



ORAÇÃO PELA PAZ NO MUNDO

Ian Paul Marshall

Há Uma Paz, Um Poder, Uma Presença, que permeia e penetra em todo o Universo. É uma Força de Deus. É a Fonte de toda a Existência. Ela está ativa em todas as coisas. Ela é uma Energia disponível a toda a humanidade e está presente agora, neste exato momento.

Eu compreendo agora que eu sou um pilar da Paz. Eu sei que eu sou uno com este Poder. Esta Presença Gloriosa é o alicerce do meu ser. Esta Energia Cósmica flui através de mim e me conecta com toda a Humanidade.

Eu escolho agora usar este imenso poder da minha mente para criar um mundo digno de todos nós. Eu dirijo os meus pensamentos em direção à Paz, ao Amor, à Cooperação e eu posso ver todas as pessoas do mundo, unidas em uma Celebração Jubilosa da Vida. Esta energia que eu libero, transforma este momento e toda a eternidade. As gerações que vierem, serão abençoadas com um mundo baseado na Paz. Pois eu sei agora que a Paz começa comigo e é o legado legítimo para as Humanidades. Um legado que eu vivo diariamente com todos os meus pensamentos, palavras e ações.

A Paz está aqui agora!

A Paz está aqui para sempre!

Eu agradeço por este momento sagrado de Paz. Eu agradeço por uma eternidade de Paz. Eu agradeço pela minha família global que vive na Paz. Eu agradeço pelos laços de amor que nos unem com força e coragem para criar o mundo dos nossos sonhos.

Um Mundo de Paz.

Um Mundo Amoroso.

Um Mundo Pleno de Infinitas Possibilidades.

Eu sou Uno com toda a Existência. Eu sou Uno com a Fonte da própria Vida. Eu sou Uno com a Presença da Paz e compartilho estas bênçãos com todo o mundo.

Eu sei que as minhas palavras são cheias de Verdade e de Poder e eu as libero à Lei Universal da Vida. Eu sei que como eu o disse, assim será.

E assim é.

Paz. Paz. Paz.

Amem.

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Tradução: Regina Drumond - reginamadrumond@yahoo.com.br

A permissão é garantida para cópia e distribuição deste artigo, na condição de que o conteúdo permaneça completo e o crédito total seja dado ao autor.
Fonte: Ian Paul Marshall & http://earthsgreatawakening.com

http://www.luzdegaia.org/

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

SOMOS SELVAGENS OU CIVILIZADOS?



O corpo do Homem e dos Animais é constituído pelos mesmos elementos e por isso pertence ao Reino Animal.


Quanto mais atrasado o Espírito, mais apertados são os laços entre ele e a matéria, devido à sua baixa vibração que o torna mais pesado e deste modo lhe sofre a influência, devido às suas imperfeições morais.

Os Animais apenas têm a inteligência da vida animal. No Homem a inteligência da vida moral.

Se, entretanto o homem não possui uma alma animal, que por suas paixões, o ponha no mesmo plano dos animais, tem o seu corpo que o degrada, muitas vezes, até esse plano, de vez que o corpo é um ser dotado de vitalidade e com os seus instintos, posto que ininteligentes e limitados ao cuidado de sua conservação.

O corpo é que tem os seus instintos, resultantes da sensação dos órgãos. Pelo corpo ele participa da natureza dos animais e de seus instintos; pela alma da natureza dos Espíritos.

Além da própria imperfeição da qual terá de despojar-se, o Espírito tem que lutar contra a influência da matéria. Fisicamente é o homem como os animais.

Os Animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de acção. Existe neles um princípio independente da matéria e este sobrevive ao corpo. Eles não têm livre-arbítrio porque não podem escolher o corpo para se encarnar.

Há uma que erraticidade, de vez que não se acha unido a um corpo, mas não é Espírito errante. Após a morte do corpo animal, o Espírito deste é classificado pelos Espíritos aos quais incumbe essa tarefa e utilizado quase que imediatamente não lhe é dado oportunidade de pôr-se em contacto com outras criaturas.

O que constitui o principal atributo ou qualidade é a consciência de si mesmo. Os Animais também seguem uma linha progressiva. Nos mundos superiores onde os homens são mais adiantados, os animais também o são e possuem mais desenvolvidos meios de comunicação. São, entretanto, sempre inferiores e submetidos aos homens, que neles têm servos inteligentes.

Por progredirem pela força das coisas, para eles não existe expiação. São sempre inferiores aos homens, nem conhecem Deus. Para ele o homem é um Deus.

A inteligência é uma propriedade comum, um ponto de contacto entre a alma dos animais e a do homem.

Encarnando-se no corpo do Homem, traz-lhe o Espírito o princípio intelectual e moral, que o torna superior aos Animais. As duas naturezas existentes no Homem dão às suas paixões duas partes diversas: uma provém dos instintos da natureza animal, outra das impurezas do Espírito, do qual é uma reencarnação e que se inclina mais ou menos para a grosseria dos apetites animais.

Purificando-se, o Espírito pouco a pouco se liberta da influência da matéria, subindo a sua vibração e tornando-se mais leve ao despojar-se das suas imperfeições morais. Sob esta influência, aproxima-se dos brutos, dela insento, eleva-se ao seu verdadeiro destino: a Perfeição.

O estado da Alma do homem em sua origem, primeira encarnação, é o da infância na vida corpórea. A inteligência apenas desabrocha; ensaia-se para a vida.

O Espírito realiza essa primeira fase, numa séria de existências que precedem o período da Humanidade.


Nota: Tudo na natureza se encandeia para a Unidade. É nesses seres, que se elabora o princípio inteligente.


O Espírito se individualiza pouco a pouco, ensaia-se para a vida. É de certo modo, um trabalho preparatório, como o da germinação, depois do qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito. Então é que ele começa o período da Humanidade e, com ele, a consciência do futuro, a distinção entre o Bem e o Mal e a responsabilidade dos seus actos.

O homem só é civilizado, quando opta pelo caminho do recto proceder, vivendo em conformidade com a Lei de Deus. O homem civilizado, tem consciência de si como Espírito eterno. O homem civilizado, é o homem de bem.

Deus não poderia ter dado ao Homem a necessidade de viver sem que lhe tivesse dado os meios. Este critério aplica-se também em relação à Perfeição. O Espírito tudo precisa saber para se tornar perfeito.

Todos temos que habitar todas as coisas, presidindo sucessivamente a todas as partes do Universo. Há um tempo para cada coisa.

A evolução realiza-se por tempos. Para o Espírito, o tempo mede-se pela Evolução. A evolução reflecte-se na linguagem.

A vida é necessária ao aperfeiçoamento dos seres. Só é necessário o que é útil.

ESPERAR EM CRISTO



"Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens." - (I CORÍNTIOS, 15:19.)

O exame do versículo fornece ao estudioso explicações muito claras.

É natural confiar em Cristo e aguardar n'Ele, mas que dizer da angústia da alma atormentada no círculo de cuidados terrestres, esperando egoisticamente que Jesus lhe venha satisfazer os caprichos imediatos?

Seria razoável contar com o Senhor tão-só nas expressões passageiras da vida fragmentária?

É indispensável descobrir a grandeza do conceito de "vida". Existir não é viajar da zona de infância, com escalas pela juventude, madureza e velhice, até ao porto da morte; é participar da Criação pelo sentimento e pelo raciocínio, é ser alguém e alguma coisa no concerto do Universo.

Na condição de encarnados, raros assuntos confundem tanto como os da morte, interpretada erroneamente como sendo o fim daquilo que não pode desaparecer.

É imprescindível, portanto, esperar em Cristo com a noção real da eternidade. A filosofia do imediatismo, na Terra, transforma os homens em crianças.

Não vos prendais à idade do corpo físico, às circunstâncias e condições transitórias. Indagai da própria consciência se permaneceis com Jesus. E aguardai o futuro, amando e realizando com o bem, convicto de que a esperança legítima não é repouso e, sim, confiança no trabalho incessante.

Pelo Espírito Emmanuel - Livro Caminho, Verdade e Vida
Psicografado por Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 6 de outubro de 2009

FORMAS-PENSAMENTO



O que observamos é forma, e portanto o mundo do Efeito. O que imaginamos ou visualizamos é pensamento, e portanto o mundo da Causa.

Imaginação/Visualização é a causa mental que produz os efeitos que nós podemos observar no mundo da forma.

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Considerando que toda e qualquer ação e todo e qualquer pensamento fica registrado na memória vital do espírito e no éter-cósmico, pode-se caracterizar as formas-pensamento como concretizações de pensamentos. Por exemplo, se um homem, num ambiente de trabalho, sente inveja de um colega pelo fato de este se mostrar mais competente, mais esforçado e, portanto, mais solicitado e admirado, a inveja do primeiro "cria" no éter-cósmico uma forma-pensamento própria do sentimento. Essa forma-pensamento pode possuir forma física, como a de uma faca, de um homem morto, ou pode possuir forma indefinida, caracterizando apenas o sentimento pelo qual ela foi gerada. A forma-pensamento pode se depositar no éter-cósmico ou pode "colar-se" ao indivíduo invejado, no caso do exemplo em questão, causando-lhe prejuízos psíquicos e até físicos. Está aí a explicação científica do famoso "mau-olhado", agouro direcionado a uma pessoa que, efetivamente, na maioria dos casos, logra prejuízos. Porém, as formas-pensamento não se resumem apenas a sentimentos baixos. Elas podem se originar de sentimentos nobres, como o amor ou a benevolência. Por exemplo, uma mãe, amando profundamente seus filhos, ao assistir ao progresso dos mesmos, se enche de alegria e envia formas-pensamento benéficas a eles, que podem se caracterizar por imagens alegres como um coração, um rosto sorrindo, ou por formas indefinidas mas de cores vivazes e alegres. Também fatos e acontecimentos podem gerar formas-pensamento, como no caso de uma guerra em que muito sangue foi derramado e muitos espíritos sofreram atrozmente e pereceram. Tudo isso pode ocasionar uma grande mancha escura na região onde a guerra se sucedeu, com grande aglomerado de formas-pensamento negativas, gerando, não raro, perturbações de ordem psíquica nos próprios moradores da região, em função da grande quantidade de energias deletérias. Além disso, um determinado homem, através de seus incessantes clamores de inveja, pode, por exemplo, lançar formas-pensamento de um lugar para qualquer outro. Por invejar a casa de um amigo, por exemplo, um indivíduo manda, inconscientemente, formas-pensamento negativas para lá, e as mesmas ficam ali depositadas, gerando diversos males, de acordo com a intensidade do pensamento do emissor. Por isso, é sempre bom pedir em nossas orações ajuda àqueles que, mesmo sem querer, exercem esse maligno prejuízo aos outros, e pedir também que nossa casa, assim como nós mesmos, possamos ser limpos pelos espíritos amigos de quaisquer formas-pensamento negativas que possam ter-se depositado em nossa casa ou em nós. É importante acrescentar que somente os espíritos já evoluídos é que conseguem dar a forma e comandar com plenos poderes suas formas-pensamento; os demais espíritos as produzem inconscientemente.


Fonte: http://www.plenus.net/arquivos/glossario.html

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Reflexão:

"Orai e vigiai." - Jesus
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