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"... O amor é a religião que vai transformar o mundo... o querer bem... o querer o bem do outro..." - Padre Fábio de Melo
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quarta-feira, 31 de março de 2010
A LEI DO AMOR

A PÁSCOA À LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA
sexta-feira, 26 de março de 2010
MOMENTO INESPERADO
O aprendizado na carne, por mais largo e benéfico se apresente, tem data marcada para sua conclusão.
O roteiro, de longa distância, a ser conquistado palmo a palmo, tem o seu ponto terminal.
O discurso, eloqüente e abrasador, por mais significativo, tem a sua última palavra.
O dever, mesmo quando de sabor eterno, apresenta-se em expressões transitórias que se interrompem, abrindo espaços para novas imposições.
* * *
No corpo tudo é transitório.
A vida física, por isso mesmo, é uma etapa muito breve da realidade do ser imortal.
Utilizá-la como sabedoria, amealhando recursos de luz, deve constituir a ação contínua do homem inteligente.
Enquanto o insensato se compromete, arregimentando as forças negativas, que terminam por consumi-lo, o homem esclarecido no Evangelho usa o recurso da sabedoria para colecionar as moedas da paz, armazenando-as nos cofres do dever.
Indispensável, portanto, viver pensando na vida transcendente.
Caminhar aguardando o dia perene.
Servir em termos de libertação íntima.
Nunca dissociar das empresas terrenas a circunstância da desencarnação.
O apego, em forma de imantação, a ansiedade pelo dia de amanhã como maneira de volúpia, o gozo, na condição de perenidade, devem ceder lugar ao amor amplo e irrestrito, libertador e abençoado, sem angústia pelo que passou, sem tormento pelo que vai chegar, numa vinculação perfeita às alegrias plenas do próprio transcendente prazer fruído.
* * *
Espíritos errantes, na busca do equilíbrio, os que estão na Terra, na vestidura carnal, encontram-se em depuração e os que abandonamos as células orgânicas, estamos em conquista de outros valores, para um dia podermos desfrutar de todas as concessões que ainda nos não são lícitas fruir.
Arma-te de amor, semeando sóis pelo caminho em sombras.
Desdobra a ternura, enlaçando os que sofrem, em liames de verdadeira fraternidade para o próprio bem e o de todos os outros.
Liberta, libertando-te; aquinhoa-os, brindando-te paz e desarmando-te dos instrumentos belicosos do egoísmo, da violência e da rebeldia contumaz.
Do dia e da hora da viagem ninguém sabe, disse Jesus, "só o Pai".
Vive, valorizando cada momento, como se ele fosse o terminal da romagem encetada, cujo compromisso no corpo tem um ponto final.
Joanna de Ângelis
Divaldo P. Franco
Livro: Alegria de Viver
Extraído do site: http://www.vivendoemsintonia.com/2010/03/momento-inesperado.html<>
AMA SEMPRE
Encontrarás talvez, junto de ti, os que te pareçam errados.
Esse cometeu falta determinada, aquele que se acomodou numa situação considerada infeliz.
Respeita o tribunal que lhes indicou tratamento, sem recusar-lhes auxílio.
Quem conhecerá todas as circunstâncias para sentenciar, em definitivo, quanto às atitudes de alguém, analisando efeitos sem penetrar as causa profundas?
Deliciava-se certa jovem com o perfume das rosas que lhe vinham desabrochar na janela. Orgulhosa das ramas que escalavam paredes, de modo a ofertar-lhes as flores, quis corrigir o jardim, no pedaço de chão em que a planta se levantava. Pequeno monte de terra adubada, a destacar-se de nível, foi violentamente arrancado, mas justamente aí palpitava o coração da roseira.
Decepada a raiz, morreram as flores.
Quantas criaturas estarão resignadas à moradia em situações categorizadas por lodo, para que as rosas da alegria e da segurança possam brilhar nas janelas de nossa vida?
Aceita os outros tais quais são.
Espera e serve.
Abençoa e ama sempre.
O errado hoje, em muitos casos, será o certo amanhã.
O julgamento é dos homens, mas a Justiça é de Deus.
Meimei
Francisco Cândido Xavier
Livro: Amizade
Extraído do site: http://www.vivendoemsintonia.com/2009/12/ama-sempre.html
segunda-feira, 22 de março de 2010
REFLEXÃO
Nestas poucas palavras está encerrado o maior segredo da felicidade.
Quando nos preocupamos demasiado com nossas pessoas, nossos problemas crescem desmesuradamente.
Mas quando esquecemos de nós um pouco para cuidar dos outros, esquecemos nossos problemas que se vão resolvendo por si mesmos.
Então, esqueça-se de si mesmo, e pense nos outros, e achará a felicidade.
Minutos de Sabedoria - C. Torres Pastorino
ACORDEMOS
É sempre fácil
examinar as consciências alheias,
identificar os erros do próximo,
opinar em questões que não nos dizem respeito,
indicar as fraquezas dos semelhantes,
educar os filhos dos vizinhos,
reprovar as deficiências dos companheiros,
corrigir os defeitos dos outros,
aconselhar o caminho reto a quem passa,
receitar paciência a quem sofre
e retificar as más qualidades de quem segue conosco...
*
Mas enquanto nos distraimos,
em tais incursões a distância de nós mesmos,
não passamos de aprendizes que fogem, levianos, à verdade e à lição.
*
Enquanto nos ausentamos
do estudo de nossas próprias necessidades,
olvidando a aplicação dos princípios superiores que abraçamos na fé viva,
somos simplesmente
cegos do mundo interior
relegados à treva...
*
Despertemos, a nós mesmos,
acordemos nossas energias mais profundas
para que o ensinamento do Cristo
não seja para nós uma bênção que passa,
sem proveito à nossa vida,
porque o infortúnio maior de todos
para a nossa alma eterna
é aquele que nos
infelicita quando a graça do Alto
passa por nós em vão!...
Francisco Cândido Xavier
André Luiz
Da obra: Caridade
Extraído do site: http://www.vivendoemsintonia.com/2010/01/acordemos.html
segunda-feira, 15 de março de 2010
PACTO DE AMOR UNIVERSAL
Pede a evolução para que você se faça veterano da experiência terrestre. Não se amedronte diante do erro, mas não caminhe desprevenido.
A estrada humana conserva armadilhas, a cada passo, colhendo almas invigilantes, contudo, só na crosta planetária obterá você as conquistas que lhe melhorem o ser à luz da imortalidade.
Há espíritos que, por muitas vezes, partem da carne através da morte e à carne voltam através de berço, quais estátuas inermes que, depois de enterradas durante séculos, volvem ao exame de outrem, sem qualquer aspecto novo que lhes altere os esgares fixos.
Domine as próprias tendências inferiores que lhe pareçam insubjugáveis.
Você é soberanamente livre na intimidade do próprio espírito.
Apenas você decifrará os enigmas que transporta na consciência.
Somente você destorcerá as meadas de sombra que lhe surjam no pensamento.
Não tente sufocar a sua sede de infinito, porém, não se renda às ilusões da maioria.
Se a taça das espetaculares vitórias humanas quase sempre se destaca repleta de lágrimas alheias, a taça das legítimas vitórias do espírito transborda suor individual.
Você será sempre o principal sobrevivente de seus dias.
A sepultura é o nível das medidas terrenas, mas a vida é multiface, no Mais Além; à vista disso, na realidade substancial as suas atitudes e ações meritórias é que constituem a base de sua felicidade e a sua prédica irresistível.
Cale gemidos e suspiros frustrados, decidindo-se a realmente servir.
O amor puro é a síntese de todas as harmonias conhecidas.
A fraternidade é o pacto de Amor Universal entre todas as criaturas perante o Criador.
Nossa alegria somente viceja em conjunto com a alegria de muitos.
De que vale a alguém o título de herói numa tragédia? Onde o benefício de uma santidade que terá brilhado no deserto, sem ser útil a ninguém?
Com o Espiritismo nasceu na Terra a fé raciocinada.
Você, portanto, interiormente está livre para ajudar a você mesmo, consciente qual se encontra de que auxiliar com desinteresse aos outros é interpretar vivamente a filosofia de Cristo e consolidar a segurança do próprio bem.
André Luiz
Francisco C. Xavier
Da obra: Ideal Espírita
Extraído do site: http://www.vivendoemsintonia.com/2010/03/pacto-de-amor-universal.html
domingo, 14 de março de 2010
A DESFORRA É PERDOAR
Psicólogos modernos sustentam que o ódio é uma necessidade, que tanto devemos amar como odiar. Em alguns, mais ferozes na sua concepção da vida, chegam mesmo a afirmar que devemos odiar com o máximo de intensidade e externar o ódio para que ele não nos envenene. O conceito do homem que essa psicologia nos apresenta é em si mesmo um grave sintoma de enfermidade mental. A imagem desse homem animalesco decorre de uma visão mórbida da criatura humana esmagada pelos instintos animais. Não obstante, a própria Psicanálise, imantada inicialmente ao conceito da libido, já desde Freud encontrou a válvula da sublimação. É que avanços posteriores, ao lado de progressos notáveis da Psiquiatria e das pesquisas psicológicas em vários campos, confirmaram a teoria espírita dos instintos espirituais que orientam a nossa formação humana.
Querer extinguir o ódio com a prática da odiosidade é o mesmo que pretender apagar o fogo com gasolina. O ódio gera o ódio. Por isso, como Cornélio Pires ilustra nas suas quadras, o incêndio do ódio, que alimentarmos em nós e nos outros, terá de ser apagado pelos princípios da vida através da reencarnação. O Evangelho do Cristo substitui a lei bíblica do olho por olho e dente por dente pela lei do amor ao próximo, incluindo no próximo os próprios inimigos. Onde não existir a luz do perdão as reencarnações dolorosas se processarão em círculo vicioso. Ficaremos presos à roda viva dos resgates penosos, por séculos e milênios, até aprendermos amar os inimigos.
O ódio é destruidor, é o ácido corrosivo da inferioridade espiritual. O homem que odeia se animaliza, rebaixa-se ao nível das feras. O amor é a força criadora que distingue o homem do bicho. A desforra do homem inferior é a injúria, a agressão, a vingança, o assassinato. A desforra do homem superior é o perdão. Quando perdoamos, desarmamos o adversário, ajudamo-lo a fazer-se criatura humana, a ser gente. Toda cultura humana se assenta no amor. O ódio é a negação da cultura, o domínio da barbárie, como vemos diariamente no mundo do crime. Só os loucos defendem e pregam o ódio, porque a mente desequilibrada semeia o desequilíbrio.
Irmão Saulo
Francisco do Espírito Santo Neto
Livro: Astronautas do Além
Extraído do site: http://www.vivendoemsintonia.com/2010/03/desforra-e-perdoar.html