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segunda-feira, 26 de abril de 2010

A FÉ E A CARIDADE


Disse-vos anteriormente, meus queridos filhos, que a caridade sem a fé não chega para manter entre os homens uma ordem social capaz de os tornar felizes. Deveria ter dito que a caridade é impossível sem e fé. Podereis encontrar, na verdade, rasgos generosos mesmo com pessoas sem religião, mas essa caridade austera que só se exerce através da abgnegação, do sacrifício constante de todo o interesse egoísta, só a fé a pode inspirar, pois só ela faz carregar com coragem e perseverança a cruz desta vida.

Sim, meus filhos, é em vão que o homem ávido de prazeres quer iludir-se com o seu destino cá em baixo, sustentando que lhe é permitido ocupar-se apenas da sua felicidade. É certo que Deus nos criou para sermos felizes na eternidade; entretanto, a vida terrestre deve servir unicamente para o nosso aperfeiçoamento moral, o qual se adquire mais facilmente com a ajuda dos órgãos e do mundo material. Sem contar com as vicissitudes normais da vida, a diversidade dos vossos gostos, das vossas inclinações, das vossas necessidades, são também um meio de vos aperfeiçoardes, exercitando-vos na caridade. Pois só à força de concessões e sacrifícios mútuos podereis manter a harmonia entre elementos tão diversos.

Tendes, no entanto, razão para afirmar que a felicidade é destinada ao homem aqui na Terra, se a procurardes, não nos prazeres materiais, mas sim no bem. A história do Cristianismo fala dos mártires que iam para o suplício com alegria; hoje, e na vossa sociedade, não é preciso, para ser cristão, nem o sacrifício do martírio nem o sacrifício da vida, mas única e simplesmente o sacrifício do vosso egoísmo, do vosso orgulho, da vossa vaidade. Triunfareis se a caridade vos inspira e a fé vos mantém. (ESPÍRITO PROTECTOR, Cracóvia, 1861.)

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo (Capítulo XI, item 13)




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