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domingo, 3 de janeiro de 2010

DINHEIRO



"Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e, nessa cobiça,
alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores."
- Paulo (I Timóteo, 6:10)

Paulo não nos diz que o dinheiro, em si mesmo, seja flagelo para a Humanidade.

Várias vezs, vemos o Mestre em contacto com o assunto, contribuindo para que a nossa compreensão se dilate.

Recebendo certos alvitres do povo que lhe apresenta determinada moeda da época, com a efígie do imperador romano, recomenda que o homem dê a César o que é de César, exemplificando o respeito às convenções construtivas.

Numa de suas mais lindas parábolas, emprega o símbolo de uma dracma perdida.

Nos movimentos do Templo aprecia o óbolo pequenino da viúva.

O dinheiro não significa um mal.

Todavia, o apóstolo dos gentios nos esclarece que o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males.

O homem não pode ser condenado pelas suas expressões financeiras, mas, sim, pelo mau uso de semelhantes recursos materiais, porquanto é pela obsessão da posse que o orgulho e a ociosidade, dois fantasmas do infortúnio humano, se instalam nas almas, compelindo-as a desvios da luz eterna.

O dinheiro que te vem às mãos, pelos caminhos retos, que só a tua consciência pode analisar à claridade divina, é um amigo que te busca a orientação sadia e o conselho humanitário.

Responderás a Deus pelas diretrizes que lhe deres e ai de ti se materializares essa força benéfica no sombrio edifício da iniquidade.

Emmanuel

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Psicografado por Francisco Cândido Xavier

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